Two men in Nonvitcha cloth with white towels over their shoulders, among the crowd at Grand-Popo

Nonvitcha

Foto: Jule-way Prod, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Em 1919 um homem de uma aldeia perto de Grand-Popo percorreu a África Ocidental e voltou convencido de que dois povos da mesma costa tinham deixado de falar um com o outro. Fundou uma associação para o resolver. Um século depois, a costa inteira continua a voltar no domingo de Pentecostes.

Irmãos unidos

Nonvitcha quer dizer irmãos unidos em mina. É o reencontro anual dos xwla e dos xwéda, dois povos das lagunas costeiras do sul do Benim, em Grand-Popo.

O homem por trás disto é Adolphe Gnansounou Akpa, da pequena aldeia de Doyi, em Grand-Popo. Em 1919 viajou pelos Camarões, Gana, Nigéria e Togo, e o que o impressionou pelo caminho não foi nada do que viu lá fora mas algo que percebeu sobre a sua terra: que os xwla e os xwéda, que partilham uma costa, não estavam a agir como um só. Fundou o Nonvitcha em 1921 para fazer alguma coisa quanto a isso. A primeira celebração realizou-se em 1923.

Foi montado como associação formal — sem fins lucrativos, ao abrigo da lei francesa de 1 de julho de 1901 — e a administração do Daomé aprovou os seus estatutos por decreto em 1933. É uma documentação invulgar para uma festa. A maioria não consegue mostrar os papéis.

Pentecostes

A data é o domingo de Pentecostes, o quinquagésimo dia depois da Páscoa, o que a coloca em maio ou junho conforme o ano. O dia oficial é uma grande missa de acção de graças na praça Nonvitcha, presidida pelo bispo de Lokossa. À volta corre tudo o resto: actividades culturais, desportivas, lúdicas e turísticas ao longo do fim de semana, e as multidões que enchem uma pequena vila costeira. Vêm todas as filhas e todos os filhos xwla e xwéda do Benim e da diáspora.

A associação não ficou pela festa. Constrói — escolas, centros de saúde, laboratórios para as escolas — e descreve o seu objecto como manter e estreitar os laços fraternos entre as duas comunidades, reavivar os seus valores espirituais, artísticos, folclóricos e históricos, e trabalhar no desenvolvimento económico e social da costa. A festa é a parte visível de um corpo que faz outras coisas o resto do ano.

Quando acontece

O domingo de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa. O encontro ocupa todo o fim de semana e a missa de domingo é o dia oficial.

  • 16 de maio de 2027Calculada
  • 4 de junho de 2028Calculada
  • 20 de maio de 2029Calculada
  • 9 de junho de 2030Calculada

Fontes

Esta entrada foi escrita a partir das fontes seguintes.

  1. NonvitchaWikipédia · consultado em 26 de setembro de 2026
  2. NonvitchaRéserve de biosphère du Mono (Bouche du Roy) · consultado em 26 de setembro de 2026

Comentários

Já lá esteve? Conte a outros leitores o que podem esperar.

Ainda não há comentários.

Os comentários são lidos pelo dono do sítio antes de aparecerem.

Festas relacionadas

BenimReligiosa

Dias do Vodum

Vodun Days

Todo janeiro os fiéis dos conventos de vodum do Benim saem às ruas e à praia de Uidá — guardiões noturnos zangbetó cobertos de palha, mascarados egungum e dançarinos de vodum — numa festa que culmina numa grande cerimônia em que os sacerdotes de Fá anunciam o signo do ano.

2 – 9 de janeiro de 2027Anunciada oficialmente

GanaColheita

Homowo

O povo ga de Acra recorda uma fome rindo-se dela: depois de semanas em que os tambores e o barulho são proibidos, os chefes espalham kpokpoi — milho cozido a vapor com óleo de palma — pelas ruas, e os tambores voltam para «vaiar a fome».

agosto – setembro de 2026Período aproximado

SenegalReligiosa

Grande Magal de Touba

Grand Magal de Touba

A 18 de safar, milhões de peregrinos da confraria mouride convergem para a cidade santa de Touba a fim de honrar o seu fundador, o xeque Amadou Bamba, e o aniversário do seu exílio pelos franceses — a maior celebração do Senegal e uma das peregrinações mais concorridas do mundo.

22 – 23 de julho de 2027Estimada