Călușari de camisa branca, com paus e guizos no tornozelo, alinhados antes de dançar

Ritual do Căluș

Ritualul Călușului

Na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO

Foto: El bes, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Um rancho de homens de camisa branca, guizos no tornozelo e um pau na mão dança num pátio do sul da Roménia no Pentecostes ortodoxo. Juraram e seguem um chefe, vão de casa em casa, e nos dias de Rusalii são tidos por curandeiros e não por espetáculo.

Um cavalo que não é um cavalo

A UNESCO inscreveu o ritual do Căluș em 2008, e o seu texto é prudente quanto ao que se sabe. O nome vem de căluș, a pequena peça de madeira do freio de um cavalo, e o ritual é mais antigo do que as melodias do século XVII que são o seu primeiro registo escrito. Lê-se como um rito de purificação e fertilidade em que o cavalo representa o sol.

O rancho é masculino. Um vataf, um mestre, conduz; guarda os ensalmos, os descântece, e ensina os passos, e os jovens entram por iniciação. A dança é rápida e rente ao chão — batidas de pé, calcanhares chocados, saltos, pernas lançadas — acompanhada por dois violinos e um acordeão. Os Căluşari vão de casa em casa, dançam, fazem cenas cómicas, e tinham-se por capazes de curar, sobretudo quem se dizia atingido pelas iele, os espíritos de Rusalii. Podem chamar-se mulheres para a parte que pede fertilidade e sorte.

Onde se guarda

O coração do ritual está na Olténia, na região do Olt, no sul da Roménia, e também se praticava entre comunidades valacas da Bulgária e da Sérvia. Hoje dança-se nas aldeias e nos festivais de folclore — o de Caracal é o mais conhecido — e tornou-se um emblema nacional, o que é coisa diferente de um rito de aldeia, e que o processo da UNESCO trata como parte da sua vida presente e não como perda.

Quando cai

A época viva é Rusalii, o Pentecostes ortodoxo, cinquenta dias depois da Páscoa ortodoxa, e os dias em redor. A data segue o cômputo ortodoxo e desloca-se face ao calendário ocidental: em 2027 a Páscoa ortodoxa é a 2 de maio e Rusalii a 20 de junho. Os percursos das aldeias são locais e não se publicam de forma central; se viajar por causa disso, pergunte no concelho.

Quando acontece

O Căluș pertence a Rusalii, o Pentecostes ortodoxo, cinquenta dias depois da Páscoa ortodoxa, e aos dias em redor. Os festivais de palco repetem a dança pelo verão fora; não é a mesma coisa que o rito de pátio em pátio.

  • 20 – 22 de junho de 2027Calculada
  • 4 – 6 de junho de 2028Calculada
  • 27 – 29 de maio de 2029Calculada
  • 16 – 18 de junho de 2030Calculada

Visitar com respeito

Bom saber

  • Se encontrar um rancho numa estrada de aldeia, está a assistir a um rito. Peça licença antes de filmar rostos e fique fora da roda.
  • Uma oferta de dinheiro ou de bebida é o pagamento antigo da dança. Dê-a; não regateie.
  • O rancho é conduzido por um vataf e está sob juramento durante a época. Dirija-lhe as perguntas a ele, não aos dançarinos.

Evite

  • Não trate o pau, a bandeira ou o traje como adereços para manusear ou para posar.
  • Não entre na dança sem ser convidado. Por vezes chamam-se mulheres para a parte do rito que toca a fertilidade e a sorte — isso é um convite, não uma porta aberta.

Segurança

  • Estradas rurais, calor de verão e tardes longas com vinho pelo meio. Pense como vai regressar.
  • Nas estradas rurais, atenção a carroças de cavalos, gado e cães vadios.
  • Nas cidades, sobretudo em Bucareste, há furtos; não leve objetos de valor em bolsos exteriores.

Fontes

Esta entrada foi escrita a partir das fontes seguintes.

  1. Căluş ritualUNESCO · consultado em 25 de setembro de 2026
  2. Romania — intangible cultural heritage elementsUNESCO · consultado em 25 de setembro de 2026
  3. Romania travel advice: safety and securityUK Foreign, Commonwealth & Development Office · consultado em 25 de setembro de 2026

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