
Ngacham de Drametse
Drametse Ngacham
Na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO
Foto: Arian Zwegers from Brussels, Belgium, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Dezasseis homens de máscaras de animais e hábito monástico, cada um com um tambor, dançam num mosteiro de uma crista do leste do Butão. A UNESCO inscreveu-a em 2008. É oferecida duas vezes por ano na própria Drametse e hoje dança-se em tshechus de todo o país.
Dezasseis tambores
O processo da UNESCO descreve-a com exatidão. A dança tem dezasseis dançarinos mascarados, em traje vistoso, e mais dez homens a fazer a orquestra — pratos, trompas e tambores: o bang nga, um grande tambor cilíndrico, o lag nga, um tamborim plano de mão, e o nga chen, batido com uma baqueta recurvada. Os dançarinos vestem hábito monástico e máscaras de madeira com feições de animais, reais e míticos. Rezam primeiro no santuário principal e depois saem para o pátio.
A dança tem duas metades. Uma é calma e contemplativa e representa as divindades pacíficas; a outra é rápida e atlética, e nela os dançarinos encarnam as iradas. Umas e outras são tidas por heróis e heroínas do mundo celeste, e é essa a origem que a tradição dá à dança — não composta, mas vista.
Um mosteiro
Drametse é uma aldeia do gewog de Drametse, na parte oriental do distrito de Mongar, numa crista bem acima da estrada de Mongar para Trashigang. O seu mosteiro é Ogyen Tegchok Namdroel Choeling, é a sede no Butão da linhagem Peling Sungtrul, e a dança executa-se ali há séculos. A festa que a acolhe faz-se duas vezes por ano, no quinto e no décimo meses do calendário butanês, em honra de Guru Rinpoche.
Porque está aqui sem data
O calendário provisório nacional, que dá datas para mais de quarenta festas butanesas, não inclui Drametse. É a festa própria de um mosteiro de aldeia, anunciada localmente, e não há data gregoriana publicada em lado nenhum que este sítio possa consultar. Em vez de inventar uma, deixámos o campo vazio e dizemo-lo.
A dança é mais fácil de encontrar do que a festa. De um mosteiro do leste espalhou-se para quase todos os tshechus monásticos e comunitários do país, e se estiver em Paro ou em Thimphu é bem possível que esteja no programa.
Quando acontece
Duas vezes por ano na festa de Drametse, no quinto e no décimo meses do calendário butanês. Não há datas gregorianas publicadas. Nos grandes tshechus de distrito, onde também se dança, pergunte pelo programa do dia.
Ainda não há datas para esta festa.
Visitar com respeito
Bom saber
- Drametse é um mosteiro a funcionar numa crista, não um recinto de espetáculos. Quem o levar deve tê-lo combinado antes.
- A dança é uma oferenda a Guru Rinpoche. Veja-a como veria um ofício.
- Pergunte antes de fotografar e aceite um não — máscaras e instrumentos são objetos consagrados.
- Contorne um templo, um chorten ou um muro de rodas de oração no sentido dos ponteiros do relógio.
Evite
- Não tente pegar numa máscara ou num tambor, nem peça a um dançarino que pose com o traje.
- Não fume em terreno monástico.
- Não leve nada antigo para fora do país. Exportar antiguidades do Butão é ilegal.
Segurança
- Ao mosteiro chega-se por uma longa subida sem alcatrão a partir da estrada de Mongar para Trashigang, e com chuva piora. Vá com um condutor que a conheça.
- O leste do Butão fica longe de qualquer hospital de dimensão. Leve consigo o que precisar.
- Os acidentes de viação são uma das maiores causas de ferimentos e morte no Butão. Evite viajar de noite.

Fontes
Esta entrada foi escrita a partir das fontes seguintes.
- Mask dance of the drums from DrametseUNESCO · consultado em 25 de setembro de 2026
- Bhutan — intangible cultural heritage elementsUNESCO · consultado em 25 de setembro de 2026
- Drametse NgachamWikipedia · consultado em 25 de setembro de 2026
- DramitseWikipedia · consultado em 25 de setembro de 2026
- Bhutan travel advice: safety and securityUK Foreign, Commonwealth & Development Office · consultado em 25 de setembro de 2026
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